A enxaqueca tem um componente hereditário e é mais comum em
pacientes com parentes que sofrem do mesmo problema. Entretanto, para o
desenvolvimento da crise, é necessário que exista um gatilho ou uma influência
ambiental. Um desses gatilhos pode estar no seu prato.
Dormir mal e viver sob estresse são outros fatores que
pioram a enxaqueca. Por isso, não é surpresa que a população em idade produtiva
(entre 25 e 45 anos) é uma das mais acometidas por esse mal, segundo estudo
feito pela SBCe e o hospital Albert Einstein. É justamente nesta fase da vida,
quando se trabalha com bastante intensidade, que o estresse e as poucas horas
de repouso tendem a virar rotina. Nestes casos, lançar mão de técnicas de relaxamento
e estabelecer padrões regulares de sono podem ser boas formas de evitar novas
crises.
Também chamada de migrânea, a enxaqueca é apenas um entre os
mais de 150 tipos de dor de cabeça reconhecidas pela Sociedade Internacional de
Cefaleia, e está entre as mais comuns dores de cabeça primárias, ou seja,
aquelas que surgem espontaneamente, sem uma causa aparente.
Além da dor, os pacientes costumam apresentar outros
sintomas durante a crise de enxaqueca, como fotofobia (sensibilidade à luz),
fonofobia (sensibilidade ao som) e intolerância a odores (osmofobia). Outros
sintomas frequentes são náuseas e vômito.
Algumas pessoas apresentam na fase que precede a crise de
dor fenômenos neurológicos transitórios chamados de "aura". As mais
frequentes são a percepção de manchas no campo visual, como linhas brilhantes
ou em ziguezague, e sensação de dormência de um membro, geralmente nas pontas
dos dedos, na língua ou nos lábios. Formas menos comuns incluem incapacidade
temporária para falar (afasia) ou fraqueza (paresia) de um ou mais membros de
um lado do corpo.
A enxaqueca pode durar de quatro a até 72 horas, se não for
tratada. Se passar desse período sem melhora, pode ser necessária até uma
internação. Tem intensidade moderada a intensa e a dor é descrita como
latejante e unilateral (em apenas um dos lados da cabeça).
Nos casos mais graves e frequentes, o tratamento inclui
medicamentos para serem usados durante a crise e para evitá-las. Estes remédios
devem ser prescritos pelo neurologista, que avaliará com mais precisão cada
caso, após consulta médica. "Uma repetição das crises indica a necessidade
de um tratamento preventivo", diz o neurologista Mario Peres, do hospital
Albert Einstein.
Vale lembrar que o abuso no uso de analgésicos, comumente
usados por conta própria para aliviar dores de cabeça, pode vir a agravar a
enxaqueca, tornando-a a mais resistente a longo prazo. "A tomada exagerada
de analgésicos, diariamente, pode agravar a dor de cabeça. Atenção especial aos
analgésicos que contém cafeína", pontua Peres. Isso porque essa substância
é também é um fator precipitante da enxaqueca, se consumida em excesso. Em seu
site, a SBCe frisa que "analgésicos não tratam a enxaqueca, só aliviam a
intensidade e duração das crises, depois que ela já se instalou".

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